Claustrofobia


A claustrofobia é um tipo de fobia específica que se caracteriza pelo medo de permanecer em lugares fechados – como trens, aviões, túneis e elevadores; sem que se esteja passando por perigo ou ameaça reais. Nestas situações, o organismo da pessoa desencadeia uma reação de alarme, provocando ansiedade, sudorese, aumento dos batimentos cardíacos, medo intenso e até, em certos casos, crises de pânico. Em determinados pacientes, o próprio fato de pensar na situação já faz com que eles tenham as crises de ansiedade.

Apesar de ainda não ter sido elucidadas as reais causas das fobias, sabe-se que existe aí um componente genético, visto que mais de 70% das pessoas fóbicas possuem parentes com este mesmo problema. Exposição a situações semelhantes às que provocam medo, repressão sofrida no passado, dentre outros fatores, também podem estar relacionados. As manifestações da doença geralmente têm início na infância, e devem ser tratadas, já que tendem a se agravar com o passar dos anos; e causam situações de desconforto à pessoa, podendo interferir em suas relações sociais.

É indicado que o paciente pratique exercícios, tenha uma alimentação balanceada e acompanhamento psicoterápico, a fim de reduzir o estresse e aumentar a autoestima e confiança – imprescindíveis para o sucesso do tratamento. Pode ser necessário o uso de medicamentos específicos, como ansiolíticos e antidepressivos, de acordo com as particularidades da pessoa. Uma técnica amplamente utilizada é a da autoexposição, na qual o indivíduo fóbico enfrenta de forma gradual as situações que lhe causam medo, podendo se recuperar completamente ao final do tratamento.

06 junho 2010

Bulimia


A bulimia é um distúrbio psicológico e que provoca uma fome compulsiva, levando a pessoa a consumir grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo. O que chama a atenção em pessoas com esta doença é pelo fato de às vezes possuirem belos corpos, ou seja, não são pessoas magras, de corpos "esculturais" e que, para não ganharem peso, provocam o vômito, tomam laxantes e diuréticos, ou fazem exercícios de forma abusiva.

A grande diferença de uma pessoa com anorexia e um bulímico é que o anoréxico é obcecado em manter a sua forma atual - ficar magro, chegando em pontos de desnutrição, enquanto o bulímico possui peso normal e faz dietas
e/ou usam diuréticos com medo de engordar.

Os principais
sintomas de uma pessoa com bulimia são: Ingestão exagerada de alimentos em um curto espaço de tempo; Vômitos auto-induzidos; Dietas rigorosas; Distúrbio depressivos, ansiedade, comportamento obsessivo. A vida de um bulímico gira em torno de um ciclo vicioso, pois ele faz uma dieta rigorosa e um pouco depois inicia a compulsão de comer. As causas são a ênfase para a predisposição genética, pressão familiar, valorização do corpo magro como ideal de beleza.

Existe tratamento?
Sim, o tratamento é feito por uma equipe especializada, composta por psicólogo, nutricionista e médico. De início não é fácil diagnosticar a doença porque os sintomas não são tão claros. Não existem métodos eficazes para prevenir esta doença.

Anorexia


A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar relacionado à insatisfação exagerada com o peso corporal. Achando-se sempre acima do ideal, a pessoa acometida procura obsessivamente por um suposto emagrecimento. Assim, tende a jejuar, forçar vômitos, fazer exercicios físicos em frequência e intensidade exagerados, e tomar laxantes e diuréticos; mesmo se apresentando extremamente magro.

As causas deste distúrbio estão relacionadas à soma de fatores como pré-disposição genética, alterações nas concentrações de serotonina e noradrenalina, e a própria imposição de um padrão estético magro como sendo sinônimo único de beleza. Acometendo principalmente mulheres (0,5 a 1,0% delas), os índices de homens com este distúrbio vêm aumentando nos últimos tempos.

Com o tempo, problemas como desidratação, anemia, hipoglicemia, insuficiência renal, atrofia muscular, descompasso cardíaco, perda de massa óssea, maior suscetibilidade a infecções, dentre outros, podem ocorrer; aumentando as chances de morte por parada cardíaca e choque hipovolêmico. Devido aos problemas psicológicos que pode desencadear (ou se acentuar), tal como depressão, não são raros os casos de pacientes anoréxicos que acabam por interromper intencionalmente suas vidas.

Como raramente a pessoa anoréxica admite ter problemas, devemos estar atentos caso observemos, entre um dos nossos, comportamentos como perda rápida e exagerada de peso, sem motivos justificáveis; olhos fundos; perda de cabelos; preocupação extrema com o valor das calorias dos alimentos; medo excessivo de engordar; comportamentos depressivos; intolerância ao frio e recusa em participar de refeições familiares. Diante destes fatores, é necessário que a pessoa se consulte com um psiquiatra, a fim de diagnosticar a doença.

Sendo a anorexia identificada, o tratamento deve ser realizado por equipe multidisciplinar, como psiquiatra, psicólogo e nutricionista, visando à recuperação gradativa do peso corporal e o equilíbrio emocional. Pode ser necessário o uso de remédios específicos, como antidepressivos. Mesmo após a melhora, o indivíduo deve permanecer em acompanhamento.

Considerando todos os transtornos causados por esta síndrome, e o fato de que seu tratamento é lento, a prevenção é a melhor arma. Quanto a isso, sabe-se que as chances de um indivíduo desenvolver anorexia são bem reduzidas quando este, desde criança, é estimulado a se alimentar de forma saudável e exercer atividades físicas regularmente.